Universitários argentinos protestam contra cortes de verbas na educação e Milei resiste a decisões judiciais
Manifestantes argentinos realizam marcha em Buenos Aires contra cortes orçamentários nas universidades públicas, que registraram redução de 45,6% desde 2023. O presidente Javier Milei vetou duas leis aprovadas pelo Congresso para garantir financiamento, mas teve o veto derrubado. A Justiça já decidiu a favor das universidades em duas instâncias, e a disputa agora está na Suprema Corte.
Corte de verbas e resistência do governo
Desde dezembro de 2023, quando Javier Milei assumiu a presidência da Argentina, o financiamento das universidades públicas sofreu uma redução de 45,6%. Os salários dos professores perderam, em média, 33,7% do poder de compra devido à inflação. As manifestações, que reúnem mais de um milhão de pessoas em todo o país, pressionaram o Congresso a aprovar duas leis para garantir o repasse de recursos às instituições. Milei vetou ambas, mas o veto foi derrubado na segunda tentativa, em agosto de 2025. O governo alega que a manutenção do superávit fiscal é prioridade e resiste à implementação das medidas, apesar das decisões judiciais favoráveis às universidades.
Disputa judicial e impacto fiscal
A Justiça argentina já decidiu em duas instâncias a favor das universidades, determinando o cumprimento das leis de financiamento. A disputa agora está na Suprema Corte, com expectativa de nova derrota para o governo. O impacto fiscal estimado para a implementação das medidas é de 0,23% do PIB. Enquanto isso, o governo tenta adiar o cumprimento das decisões, mantendo a política de austeridade que afeta diretamente o funcionamento das instituições de ensino superior.