Uso de Aviões da FAB por Autoridades é Criticado pelo TCU por Custos Elevados e Falhas Documentais
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou falhas significativas no uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades dos Três Poderes. Os problemas incluem voos com baixa ocupação, ausência de justificativas formais e custos por passagem significativamente mais altos que a aviação comercial. A análise abrangeu 7.491 registros de voos entre março de 2020 e julho de 2024.
Principais Falhas Identificadas pelo TCU
A auditoria revelou diversas irregularidades no uso das aeronaves da FAB. Entre os pontos críticos estão a identificação incompleta de passageiros, com cerca de 70% dos requerimentos apresentando nomes incompletos, cargos ausentes ou falta de documentos oficiais. Além disso, houve voos com baixa ocupação e a ausência de justificativas formais para a substituição da aviação comercial por voos oficiais, um fator crucial dado o maior custo das passagens da FAB. Em 29 dos 194 requerimentos analisados, a finalidade da missão e as agendas oficiais correspondentes não foram informadas. No período de 2020 a 2023, a FAB forneceu apenas a quantidade de passageiros embarcados, sem detalhamento de custos. Em 2024, o custo médio de cada passagem aérea individual da FAB foi 6,4 vezes mais alto que na aviação comercial. Em um terço dos voos, o custo individual da FAB superou em mais de 20 vezes o da alternativa comercial. Dentre os 7.491 voos analisados, 266 foram realizados por autoridades, e 66 destes não possuíam registro ou não foram localizados.