Congresso avança em propostas para fim da escala 6x1 e empresas de Campinas já se adaptam
Quatro frentes no Congresso Nacional discutem o fim da escala 6x1 no Brasil, enquanto empresas da região de Campinas antecipam mudanças na jornada de trabalho. Supermercados e outros setores testam modelos alternativos, como a escala 5x2, para equilibrar carga horária e qualidade de vida dos funcionários.
Antecipação no setor privado
Empresas da região de Campinas (SP) já iniciaram ajustes nas escalas de trabalho antes mesmo da aprovação de propostas no Congresso Nacional. A rede de supermercados Pague Menos, por exemplo, adotou um projeto-piloto com a escala 5x2 em algumas unidades, mantendo a carga semanal de 44 horas. Segundo Fernando Carneiro, diretor de gente e gestão da rede, a mudança visa atender demandas dos trabalhadores por mais tempo de descanso. Outros segmentos também preparam estratégias indiretas, como a contratação de autônomos para suprir lacunas nas escalas tradicionais.
Debate no Congresso Nacional
O fim da escala 6x1 — que prevê seis dias de trabalho para um de descanso — ganhou força no Congresso Nacional e avança em quatro frentes simultâneas. As propostas em discussão buscam equilibrar a pressão por mais tempo livre para os trabalhadores com os impactos econômicos das mudanças. Atualmente, as escalas mais adotadas no Brasil são a 6x1, 5x2, 4x3 e 12x36, cada uma com características distintas de frequência e duração dos períodos de descanso.