Estudo revela que emagrecimento rápido pode ser mais eficaz e sustentável do que perda gradual
Pesquisa apresentada no Congresso Europeu sobre Obesidade (ECO 2026) indica que perder peso rapidamente pode ser mais eficaz e não aumenta o risco de recuperar os quilos perdidos em comparação com métodos graduais. O estudo acompanhou 284 adultos com obesidade por um ano e observou melhores resultados clínicos e maior motivação nos participantes que emagreceram de forma acelerada.
Detalhes do estudo e resultados
O estudo, conduzido por pesquisadores do Vestfold Hospital Trust, na Noruega, em parceria com a empresa Roede AS, envolveu 284 adultos com obesidade. A idade média dos participantes foi de 49 anos no grupo de perda rápida e 48 anos no grupo de perda gradual. Os resultados mostraram que aqueles submetidos a um programa estruturado de emagrecimento rápido perderam mais peso e mantiveram os resultados após 52 semanas com maior frequência. Além disso, alcançaram metas associadas à redução do risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares. A autora principal, Line Kristin Johnson, destacou que a motivação inicial pode ser um fator chave para a adesão ao tratamento.
Recomendações e limitações
Apesar dos resultados promissores, Johnson ressaltou que o emagrecimento rápido não é indicado para todos os pacientes. O estudo focou principalmente em desfechos clínicos e não avaliou profundamente os mecanismos psicológicos envolvidos na adesão ao tratamento. A pesquisa desafia uma recomendação médica difundida há décadas, que sugeria que a perda de peso gradual seria mais sustentável, baseada em estudos observacionais.