FMI alerta para necessidade de reformas fiscais significativas no Brasil para reduzir dívida pública
O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que o Brasil avançou em medidas para melhorar as contas públicas, mas destacou a urgência de 'reformas fiscais significativas' para garantir uma trajetória firme de queda na dívida pública. A instituição também ressaltou a resiliência da economia brasileira diante de múltiplos choques e considerou adequada a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central.
Avaliação do FMI sobre as contas públicas
O FMI concluiu, após missão recente ao Brasil, que o governo adotou medidas para aprimorar a situação fiscal do país. No entanto, a instituição enfatizou que reformas estruturais são essenciais para assegurar a redução sustentável da dívida pública, que atingiu 80,4% do PIB em abril de 2026, o maior patamar desde junho de 2021. O FMI recomendou a preservação de receitas extraordinárias, como as relacionadas ao petróleo, e a implementação de um esforço fiscal mais ambicioso para aumentar a credibilidade, reduzir custos de empréstimo e liberar espaço para investimentos prioritários.
Dívida pública em alta
Dados do Banco Central revelam que a dívida do setor público consolidado alcançou R$ 10,44 trilhões, equivalente a 80,4% do PIB. Esse é o maior nível registrado desde junho de 2021, quando a dívida representava 80,6% do PIB. Desde o início do governo Lula, a dívida pública já aumentou 8,7 pontos percentuais, refletindo desafios fiscais persistentes.
Resiliência econômica e política monetária
Apesar dos desafios fiscais, o FMI destacou a resiliência da economia brasileira frente a múltiplos choques externos e internos. A instituição considerou adequada a redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central em março e abril de 2026, alinhada ao regime de metas de inflação. A medida visa estimular a atividade econômica sem comprometer a estabilidade de preços.