Operação policial na Ilha do Governador deixa dois mortos e família denuncia falta de socorro
Uma operação da Polícia Militar na Vila Joaniza, Ilha do Governador, terminou com dois mortos e um ferido na noite de terça-feira (26). Familiares de uma das vítimas, Lucas Rodrigues Rocha, afirmam que ele era entregador e não teve socorro adequado após ser baleado. A PM alega confronto com homens armados, mas a sogra da vítima contesta a versão oficial.
Detalhes da operação e versões conflitantes
A Polícia Militar informou que equipes do 17º BPM realizavam patrulhamento quando se depararam com um grupo de homens armados. Segundo a PM, houve confronto, resultando em três suspeitos baleados, dos quais dois morreram e um ficou ferido. Os corpos foram encaminhados ao Hospital Estadual Evandro Freire. A PM apreendeu um fuzil calibre 5.56, uma pistola calibre .40 e uma pistola calibre 9mm. Um procedimento interno foi instaurado para apurar as circunstâncias do caso.
Família contesta versão da PM e denuncia falta de socorro
A sogra de Lucas Rodrigues Rocha, uma das vítimas, afirmou que ele foi alvejado pelas costas enquanto fazia uma entrega e que os policiais demoraram entre 40 minutos e uma hora para levá-lo ao hospital. Segundo ela, Lucas chegou ao hospital já em óbito. "Eles alegaram que ele era traficante, que ele estava armado com uma pistola. Só que ele não era traficante, ele era trabalhador. Ele era pai de família", declarou. A família nega qualquer envolvimento de Lucas com o crime e afirma que ele era conhecido na comunidade como entregador.
Investigação e repercussão
A Polícia Civil informou que os mortos são Erik Felix Chagas e Lucas Rodrigues Rocha. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A PM reforçou o policiamento na região após a operação. Familiares e moradores da comunidade questionam a conduta dos agentes e exigem transparência nas investigações.