Homem preso por engano durante investigação de assassinato no Paraná pede indenização de R$ 500 mil ao Estado
Reginaldo Aparecido dos Santos, detido por 43 dias durante investigação do assassinato de avó e neta em Jataizinho (PR), entrou com ação judicial pedindo R$ 500 mil de indenização por danos morais. Ele foi liberado após outro suspeito confessar o crime, mas alega ter sofrido violência física, moral e institucional durante a prisão indevida.
Detenção indevida e consequências
Reginaldo Aparecido dos Santos foi preso em 26 de março de 2025, quatro dias após o assassinato de Marley Gomes de Almeida e sua neta Ana Carolina Almeida, em Jataizinho, no norte do Paraná. A detenção ocorreu após imagens de câmera de segurança mostrarem Reginaldo próximo à casa das vítimas no dia do crime. Ele permaneceu preso por 43 dias, até que João Vitor Rodrigues confessou ser o autor dos assassinatos em 7 de maio de 2025, resultando na liberação imediata de Reginaldo.
Alegações na ação judicial
Na ação judicial, a defesa de Reginaldo alega que ele foi vítima de violência física, moral, institucional e existencial. Segundo o advogado, autoridades locais reforçaram publicamente a narrativa de culpa de Reginaldo, mesmo com investigações frágeis, o que contribuiu para uma 'condenação social antecipada'. A defesa destacou que Reginaldo sofreu espancamento por moradores e teve sua casa invadida antes da prisão. Atualmente, ele vive em moradia provisória, sem recursos financeiros e com a saúde fragilizada.