PF prende pai de Daniel Vorcaro em operação contra rede criminosa ligada ao Banco Master e filme sobre Bolsonaro
A Polícia Federal prendeu Henrique Moura Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na sexta fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura fraudes financeiras, infiltração na PF, ligações com jogo do bicho e milícia no Rio de Janeiro. Além disso, a PF investiga se recursos destinados ao filme 'Dark Horse', sobre Jair Bolsonaro, foram usados para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA.
Operação Compliance Zero e prisão de Henrique Vorcaro
A Polícia Federal realizou a sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente sob acusação de liderar uma estrutura criminosa dedicada à vigilância ilegal e intimidação de desafetos. Outros seis suspeitos, incluindo dois agentes da PF, também foram alvos de mandados de prisão. A operação revelou a infiltração da quadrilha na corporação policial, com suspeitas de que membros forneciam dados sigilosos e intimidavam pessoas.
Conexões criminosas e financiamento do filme 'Dark Horse'
A investigação da PF aponta ligações de Henrique Vorcaro com o jogo do bicho e milícias no Rio de Janeiro. Além disso, a corporação apura se recursos destinados ao financiamento do filme 'Dark Horse', que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram desviados para cobrir despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde reside há mais de um ano. Flávio Bolsonaro afirmou que o dinheiro pago por Vorcaro ao filme foi direcionado a um fundo gerido pelo advogado de Eduardo. O STF tenta intimar Mário Frias para esclarecer uma emenda destinada a uma ONG ligada à produtora do filme.
Grupos criminosos e intimidação
A Operação Compliance Zero mira dois grupos criminosos conhecidos como 'A Turma' e 'Os Meninos'. Esses grupos são acusados de intimidar pessoas e invadir sistemas, utilizando informações sigilosas obtidas por meio de aliados infiltrados na Polícia Federal. A estrutura criminosa operava com métodos de vigilância ilegal e coerção, ampliando o alcance das fraudes financeiras investigadas.