Subnautica 2 e 007: First Light rejeitam uso de IA generativa em desenvolvimento
Os jogos Subnautica 2 e 007: First Light, ambos com lançamentos previstos para maio de 2026, confirmaram que não utilizaram tecnologias de IA generativa em suas produções. A decisão foi tomada por desenvolvedores após discussões internas sobre os impactos e a adequação da ferramenta aos projetos.
Decisões dos estúdios
O diretor de arte de *007: First Light*, Rasmus Poulsen, revelou em entrevista ao Eurogamer que a decisão de não usar IA generativa partiu de uma discussão entre executivos da IO Interactive. Poulsen evitou detalhar os motivos, classificando o tema como 'complicado'. Já o produtor de mídia criativa de *Subnautica 2*, Scott MacDonald, foi direto ao afirmar que o estúdio Unknown Worlds não utilizou IA generativa em nenhuma etapa do desenvolvimento do jogo. MacDonald reconheceu o potencial da tecnologia, mas reforçou que ela não se alinhava à visão da equipe para o projeto. Apesar de a Krafton, proprietária da Unknown Worlds, ter investido milhões em IA em 2025, o estúdio optou por não adotar as ferramentas oferecidas pela empresa-mãe, com o designer-chefe Anthony Gallegos destacando que uma imposição poderia prejudicar o processo criativo.
Lançamentos e contexto do mercado
*Subnautica 2* chega ao acesso antecipado em 14 de maio de 2026, enquanto *007: First Light* será lançado em 27 de maio. Ambos os jogos enfrentam um cenário controverso no setor, onde o uso de IA generativa tem sido amplamente debatido. Recentemente, desenvolvedores da série *Kingdom Come* negaram acusações de demissão de funcionários para substituí-los por IA, enquanto a EA confirmou o uso de sistemas de IA para auxiliar equipes de garantia de qualidade. O repórter Jason Schreier afirmou que quase todos os grandes estúdios já utilizam alguma forma de IA em seus processos.