Irã Impossibilitado de Liberar Estreito de Ormuz Devido a Minas Navais Não Mapeadas, Afirma Relatório
O Irã não consegue reabrir totalmente o Estreito de Ormuz para o tráfego naval, pois desconhece a localização de todas as minas navais que foram instaladas na área durante a guerra. A situação tem gerado insatisfação no governo Trump, que condicionou o cessar-fogo à retomada do fluxo marítimo.
Obstáculos na Reabertura do Estreito de Ormuz
Autoridades do governo Trump informaram ao jornal "The New York Times" que o Irã enfrenta dificuldades em liberar completamente o Estreito de Ormuz devido à falta de mapeamento das minas navais que foram dispersadas na região durante o conflito. A retomada do tráfego no estreito, considerado vital para o comércio global de petróleo e gás, era uma condição para o cessar-fogo acordado na última terça-feira (7). O presidente Donald Trump expressou publicamente, através de suas redes sociais, que o Irã está realizando um "trabalho muito ruim" e "desonroso" em relação ao Estreito de Ormuz. Por outro lado, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, declarou que o estreito estava aberto, porém com restrições de passagem, alertando para o risco de minas navais. A Guarda Revolucionária iraniana estaria encarregada de coordenar o tráfego marítimo. Poucos navios têm obtido permissão para atravessar o estreito. Teerã também indicou a possibilidade de cobrar pedágio pela passagem para cobrir os custos da guerra. A situação contrasta com o acordo de cessar-fogo, que previa a reabertura de Ormuz. Posteriormente, o Irã fechou o estreito em resposta a bombardeios israelenses no Líbano, alegando que o país e o Hezbollah não faziam parte do cessar-fogo, o que foi contestado pela declaração do Paquistão, mediador do acordo.