Belo Horizonte decreta situação de emergência por surto de doenças respiratórias
Belo Horizonte registrou média de 1.478 atendimentos diários por doenças respiratórias em abril de 2026, levando a cidade a decretar situação de emergência. Crianças de 0 a 9 anos representam 26% das internações, e a vacinação contra a gripe está abaixo da meta de 90% nos grupos prioritários.
Aumento de casos e internações
Belo Horizonte enfrenta um surto de doenças respiratórias, com média de 1.478 atendimentos diários nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e centros de saúde em abril de 2026. Desde o dia 10 deste mês, a cidade está em situação de emergência. Até 21 de abril, foram registrados 31.053 atendimentos, superando os 49.205 de março e os cerca de 26 mil em períodos de normalidade. As solicitações de internação atingiram 4.547 neste ano, com média de 42 por dia. Crianças de 0 a 9 anos correspondem a 26% dos pacientes internados, totalizando 1.188 casos. O Hospital Odilon Behrens abriu dez novos leitos pediátricos em abril para atender à demanda crescente, registrando 193 internações por questões respiratórias no mês.
Vacinação abaixo da meta
A campanha de vacinação contra a gripe em Belo Horizonte está longe da meta de 90% de cobertura nos grupos prioritários. Até o momento, os idosos lideram a imunização com 35,4%, seguidos por gestantes (22,4%) e crianças de 6 meses a menores de 6 anos (14,5%). A vacina está disponível para diversos públicos, incluindo crianças, gestantes, idosos, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores de saúde, professores, profissionais de segurança e salvamento. A subsecretária municipal de Atenção à Saúde, Raquel Felisardo, reforçou a importância da vacinação: "Todos que ainda não foram vacinar [contra a gripe] procurem um dos 153 centros de saúde para colocar o cartão de vacina em dia, dentro do grupo prioritário".