Irã Ameaça Fechar Estreito de Ormuz Após Ataques Israelenses no Líbano em Violação a Cessar-Fogo
O Irã considera abandonar o acordo de dez pontos com os Estados Unidos devido a ataques israelenses ao Líbano, que são vistos como violações do cessar-fogo. A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que a interrupção da passagem de navios pelo Estreito de Ormuz será a primeira medida caso os ataques continuem, além de ameaçar retaliação militar.
Violações do Acordo e Ameaça de Fechamento do Estreito de Ormuz
O governo do Irã está avaliando a possibilidade de se retirar do acordo firmado com os Estados Unidos, anunciado na terça-feira (07/04), em resposta aos ataques de Israel contra o Líbano na quarta-feira (08/04). Segundo a agência estatal Tasnim, Teerã considera os bombardeios israelenses como violações diretas do acordo, que incluía pontos como o "fim dos ataques ao território libanês" e "fim de todos os combates regionais contra aliados iranianos", como o Hezbollah. Israel declarou que sua operação no Líbano estaria fora do escopo do acordo. Caso Israel prossiga com a campanha de ataques, o Irã pretende se retirar do acordo. A agência Fars divulgou um comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica, indicando que a primeira ação do Irã será a interrupção da passagem de navios, incluindo petroleiros, pelo Estreito de Ormuz, caso as agressões israelenses ao Líbano não cessem imediatamente. A Guarda Revolucionária também mencionou a possibilidade de uma retaliação militar "contundente" contra os "agressores malignos na região".
Exigência de Pedágio e Monitoramento de Navios no Estreito de Ormuz
O Irã passará a exigir um pedágio para as embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo de 15 dias com os Estados Unidos, de acordo com reportagem do "Financial Times". O porta-voz da União dos Exportadores de Petróleo, Gás e Produtos Petroquímicos do Irã, Hamid Hosseini, afirmou que o governo iraniano pretende cobrar taxas de todas as embarcações e monitorar cada navio para garantir que o período de trégua não seja utilizado para transferência de armas. A Associated Press também reportou que o Irã utilizará o dinheiro arrecadado para a reconstrução de locais danificados pela guerra e que Omã poderá também cobrar a taxa. A circulação de navios no Estreito de Ormuz foi retomada na manhã desta quarta-feira após o acordo de cessar-fogo, com a primeira embarcação passando com permissão do Irã, segundo a TV estatal iraniana. No entanto, o tráfego naval foi novamente interrompido após os ataques de Israel ao Líbano.