Vandalismo histórico: Geólogo húngaro ataca 'Pietà' de Michelangelo no Vaticano em 1972
Em 21 de maio de 1972, o geólogo húngaro Laszlo Toth desferiu golpes de martelo contra a escultura 'Pietà', de Michelangelo, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O ataque danificou o braço e o rosto da Virgem Maria, exigindo um meticuloso trabalho de restauração liderado pelo brasileiro Deoclecio Redig de Campos. Toth, que sofria de transtornos psiquiátricos, alegou motivações religiosas para o ato.
O ataque à obra-prima de Michelangelo
A escultura 'Pietà', criada por Michelangelo entre 1498 e 1499, é uma das obras mais celebradas do Renascimento. Localizada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a peça retrata a Virgem Maria segurando o corpo de Jesus Cristo após a crucificação. Em 21 de maio de 1972, durante o domingo de Pentecostes, o geólogo húngaro Laszlo Toth invadiu a basílica e atacou a escultura com um martelo, causando danos significativos ao braço e ao rosto da Virgem Maria. O ataque chocou o mundo e exigiu um processo de restauração que durou cinco meses, coordenado pelo historiador da arte brasileiro Deoclecio Redig de Campos.
Perfil de Laszlo Toth: Motivações e consequências
Laszlo Toth nasceu em 1º de julho de 1938, em Pilisvorosvar, Hungria. Formado em geologia, emigrou para a Austrália em 1965, onde enfrentou dificuldades para validar seu diploma e se comunicar em inglês, trabalhando em empregos precários. Nos anos 1960, começou a apresentar sinais de transtornos psiquiátricos, que se agravaram com o isolamento social. Em 1971, mudou-se para a Itália, onde desenvolveu uma obsessão religiosa e passou a enviar cartas ao Papa Paulo VI, alegando ser o Espírito Santo ou Cristo ressurreto. Após o ataque à 'Pietà', Toth foi considerado mentalmente incapaz de ser julgado e internado em um hospital psiquiátrico italiano, onde permaneceu por dois anos antes de ser deportado para a Austrália.