Juiz dos EUA mantém veredito que responsabiliza Elon Musk por enganar investidores do Twitter em 2022
O juiz federal Charles Breyer, de San Francisco, rejeitou nesta segunda-feira (6) o pedido de Elon Musk para anular o veredito de um júri que o responsabilizou por enganar investidores durante a compra do Twitter. A decisão mantém as conclusões do julgamento realizado em março de 2026, incluindo a autorização para que a indenização seja acrescida de juros. Musk ainda pode ser responsabilizado por dois tuítes que influenciaram o preço das ações da plataforma.
Contexto do processo
A ação foi movida por investidores que venderam ações do Twitter durante as negociações para a aquisição da empresa por Elon Musk, concluída em 2022 por US$ 44 bilhões (R$ 227,2 bilhões). Segundo os autores, Musk publicou mensagens e declarações públicas que afetaram o preço das ações enquanto tentava renegociar os termos da compra ou desistir do negócio. O principal ponto da disputa envolve um tuíte publicado em 13 de maio de 2022, no qual Musk afirmou que a compra estava "temporariamente suspensa" enquanto aguardava dados sobre contas falsas e spam na plataforma. Após a publicação, as ações do Twitter caíram, causando prejuízos aos investidores.
Decisão do júri e do juiz
Em março de 2026, um júri composto por nove pessoas concluiu que Musk induziu investidores ao erro por meio de dois tuítes publicados durante as negociações. No entanto, os jurados entenderam que uma declaração feita pelo empresário em um podcast expressava apenas uma opinião, não configurando responsabilidade. O juiz Charles Breyer manteve as principais conclusões do julgamento, negou o pedido de Musk para retirar o caráter coletivo da ação e autorizou a inclusão de juros na eventual indenização. O magistrado também determinou que Musk não pode ser responsabilizado por uma das declarações contestadas no processo.