EUA retomam apoio à aliança global de vacinas Gavi em meio a surto de Ebola na África
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou o retorno do país à aliança global de vacinas Gavi, após corte de financiamento em 2025. A decisão ocorre em meio a um surto de Ebola na África Central, com casos suspeitos caindo de 906 para 116, segundo a OMS. Ainda não há vacina aprovada para a cepa Bundibugyo do vírus.
Contexto do surto e resposta internacional
O surto de Ebola na África Central registrou uma redução significativa de casos suspeitos, passando de 906 para 116, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A representante da OMS no Congo, Anne Ancia, destacou as dificuldades financeiras enfrentadas pela organização, agravadas pela saída dos EUA da OMS em janeiro de 2026 e pelos cortes de financiamento promovidos pelo governo Trump. Apesar disso, a cooperação técnica entre os EUA e a OMS permanece ativa. O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) recebeu apenas 34% dos R$ 7,9 bilhões (US$ 1,4 bilhão) solicitados para ações humanitárias no Congo em 2026, com mais da metade dos recursos provenientes de Washington.
Desenvolvimento de vacinas e desafios
Cientistas da Universidade de Oxford estão desenvolvendo uma vacina para combater o atual surto de Ebola. No entanto, ainda não há uma vacina aprovada especificamente para a cepa Bundibugyo do vírus, que tem sido um dos focos do surto. A retomada do apoio dos EUA à Gavi é vista como um passo crucial para acelerar os esforços de vacinação e conter a disseminação da doença na região.