Governo federal intensifica monitoramento do 'Super El Niño' e prepara ações contra eventos climáticos extremos em 2026
Órgãos do governo federal e instituições de pesquisa iniciaram reuniões semanais para monitorar os impactos do El Niño no Brasil. O grupo, composto por Ministério do Meio Ambiente, Cemaden, Inpe e UFRJ, visa coordenar ações de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos. A Sala de Situação sobre Incêndios Florestais também foi reativada para atuar em cenários críticos.
Reuniões técnicas e medidas preventivas
Representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizaram três reuniões técnicas até o momento. As reuniões, que antes ocorriam a cada 45 dias, foram intensificadas para encontros semanais devido à previsão de agravamento dos impactos climáticos nos próximos meses. O governo federal busca estruturar medidas integradas em articulação com estados, municípios, universidades e organizações da sociedade civil para mitigar os efeitos do fenômeno.
Impactos regionais do El Niño no Brasil
Segundo o Cemaden, o El Niño já está configurado e seus efeitos começam a ser observados globalmente, incluindo nos Estados Unidos, Austrália e países europeus, com destaque para o aumento das temperaturas. No Brasil, os impactos variam por região. No Sul do país, os primeiros efeitos significativos já são esperados, conforme explicou o pesquisador José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Cemaden. As ações preventivas incluem a reativação da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, que reúne 13 ministérios e nove autarquias federais para monitorar e responder a cenários críticos durante períodos de maior risco.