ANJ repudia decisão judicial que restringe cobertura jornalística da Rede Gazeta e leva caso ao CNJ
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiaram decisão da juíza Telmelita Guimarães Alves, que impôs restrições à cobertura da Rede Gazeta sobre o indiciamento dos dentistas Mariana Laranja e Nathan Laranja por lesão corporal culposa. A ANJ anunciou que levará o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), classificando a medida como uma 'absurda intervenção na liberdade de imprensa'.
Contexto do caso
A Polícia Civil do Espírito Santo indiciou os dentistas Mariana Laranja, de 44 anos, e Nathan Laranja, de 25 anos, por lesão corporal culposa após procedimentos de mini lifting facial realizados em uma clínica de Vila Velha. Pacientes relataram complicações graves, como feridas abertas e deformações, resultantes dos procedimentos estéticos. A decisão judicial determinou que a Rede Gazeta alterasse seus conteúdos e inserisse uma nota explicativa precedente às reportagens, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
Reações das entidades jornalísticas
A ANJ emitiu nota oficial classificando a decisão como uma violação à liberdade de imprensa, destacando que 'não cabe a magistrados definir como as informações devem ser divulgadas ao público'. A entidade anunciou que levará o caso ao CNJ, reforçando a solidariedade à reclamação encaminhada pela Rede Gazeta ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Abraji também manifestou preocupação com a determinação judicial, reforçando a importância da autonomia editorial dos veículos de comunicação.