Suspeito de assassinato na Flórida usou ChatGPT para planejar ocultação de corpos
Hisham Abugharbieh, de 26 anos, é acusado de usar o ChatGPT da OpenAI para obter orientações sobre como descartar corpos após matar dois estudantes de doutorado na University of South Florida. As conversas com a IA foram usadas como evidência no caso, que também envolve rastros de DNA e localização por GPS.
Detalhes do crime e uso do ChatGPT
O suspeito Hisham Abugharbieh, acusado de assassinato em primeiro grau, utilizou o ChatGPT para buscar informações sobre como ocultar cadáveres. Segundo documentos judiciais, ele fez perguntas diretas ao chatbot no dia 13 de abril, três dias antes do desaparecimento das vítimas Zamil Limon e Nahida Bristy, ambos estudantes de doutorado na University of South Florida (USF). As interações incluíram perguntas como: 'O que acontece se um humano for colocado em um saco de lixo preto e jogado em uma caçamba?' e 'Como eles descobririam?'. A OpenAI ainda não se pronunciou sobre o caso.
Evidências e investigação
A investigação avançou após um colega de quarto de Abugharbieh relatar ter visto o suspeito transportando caixas de papelão para um compactador de lixo. Durante a revista no local, a polícia encontrou documentos de identidade e cartões de crédito de Limon, além de evidências de DNA das vítimas em uma camiseta e um tapete de cozinha. Dados de GPS também indicaram que o carro do suspeito parou na ponte Howard Frankland, onde o corpo de Limon foi encontrado em um saco de lixo reforçado. Registros de compras suspeitas também foram analisados.