PF deflagra Operação Sem Refino e mira ex-governador Cláudio Castro por suposto favorecimento à Refit
A Polícia Federal cumpriu 17 mandados de busca e apreensão na Operação Sem Refino, que investiga fraudes fiscais envolvendo o Grupo Refit, antigo controlador da Refinaria de Manguinhos. O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), teve sua residência alvo da ação e foi surpreendido com a chegada dos agentes. Castro, atualmente pré-candidato ao Senado, é acusado de atuar para proteger e favorecer os interesses da empresa, uma das maiores devedoras de impostos do país.
Detalhes da operação e apreensões
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador Cláudio Castro e ao Grupo Refit. No apartamento de Castro, localizado no condomínio Península, na Barra da Tijuca (RJ), os agentes apreenderam um celular e um tablet. Segundo a defesa do ex-governador, ele abriu a porta para os policiais e colaborou com a ação, que durou cerca de três horas. Castro estava acompanhado da esposa e dos dois filhos no momento da operação. A PF utilizou carros descaracterizados e contou com o apoio de agentes armados, que não entraram no imóvel.
Contexto político e investigação
Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro em 23 de março de 2026, um dia antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que o declarou inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Atualmente, ele é pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro. A Operação Sem Refino investiga supostas fraudes fiscais cometidas pelo Grupo Refit, antigo controlador da Refinaria de Manguinhos. A PF aponta que Castro teria atuado para proteger e beneficiar os interesses da empresa, que figura entre os maiores devedores de impostos do Brasil. A defesa do ex-governador afirmou que ele está à disposição da Justiça e confiante em sua inocência.