Famílias palestinas sitiadas por colonos na Cisjordânia vivem sem água, luz e internet
O cerco a famílias palestinas na aldeia de Qusra, na Cisjordania, já dura mais de dez dias. Os moradores estão confinados em suas casas por colonos israelenses que impediram o acesso a itens básicos como água, eletricidade e internet. O Exército israelense está presente na área, mas não removeu os agressores, gerando críticas internacionais e questionamentos sobre a responsabilidade das autoridades locais em garantir a segurança e o direito internacional na região.
O cerco em Qusra
A situação em Qusra é descrita como uma 'prisão' para os moradores, que não podem sequer abrir as janelas ou sair de casa. O objetivo dos colonos seria forçar as famílias a abandonarem suas propriedades. O prefeito local e autoridades de outros países, como os Países Baixos, já classificaram a situação como ilegal e inaceitável.
Apelo internacional
Um dos proprietários, Loai Abu Ridi, um cidadão palestino-americano, retornou da década de 20 anos em Ohio para defender sua terra e pediu ajuda direta ao governo dos Estados Unidos. Embora o embaixador americano em Israel tenha criticado o 'ato de terror' do cerco, nenhuma ação concreta foi tomada até o momento.
O papel do Exército
O Estado-Maior israelense declarou que a situação é inaceitável, mas o Exército mantém a presença sem remover os colonos. A omissão das forças de segurança em interromper a violência tem sido alvo de forte debate internacional.