União Europeia pede reabertura do Estreito de Ormuz e discute plano de defesa coletiva em meio a tensões com Irã e EUA
Líderes europeus e árabes se reuniram no Chipre para discutir a segurança do Estreito de Ormuz, após ameaças de retaliação dos EUA a países que não apoiaram a guerra contra o Irã. A União Europeia anunciou a criação de um plano detalhado para acionar a cláusula de defesa coletiva do bloco, semelhante à da Otan, em resposta à crise no Oriente Médio. O encontro ocorre em um contexto de incertezas sobre o futuro da aliança militar e possíveis sanções dos EUA contra aliados europeus.
Reunião de emergência no Chipre
Líderes europeus e árabes realizaram uma reunião de emergência no Chipre nesta sexta-feira (25) para discutir a segurança do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O encontro foi motivado por ameaças de retaliação dos Estados Unidos contra países que não apoiaram a guerra contra o Irã. O Chipre, país mais próximo do Oriente Médio dentro da União Europeia, foi escolhido como sede por sua localização geográfica e por abrigar uma base aérea britânica, embora não faça parte da Otan.
Plano de defesa coletiva da UE
A União Europeia anunciou a criação de um plano detalhado com procedimentos militares para acionar a cláusula de defesa coletiva do bloco, semelhante à da Otan. Essa cláusula, que nunca teve um modelo operacional definido, foi invocada apenas uma vez na história, em 2015, após ataques terroristas na França. O presidente francês, Emmanuel Macron, destacou a necessidade de união, independência e soberania europeia diante das incertezas geopolíticas.
Ameaças dos EUA e reações internacionais
A reunião ocorreu após a divulgação de um e-mail interno do Departamento de Defesa dos EUA, obtido pela agência Reuters, que descreve possíveis ações para punir aliados da Otan que não apoiaram as ações americanas na guerra contra o Irã. Entre as medidas mencionadas está a suspensão da Espanha da aliança militar. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que seu governo não trabalha com base em e-mails não oficiais e reiterou a posição clara da Espanha em defesa da soberania e da cooperação internacional.