Mercado ilegal de canetas emagrecedoras supera formal em cinco vezes no Brasil, alerta EMS
O mercado informal de canetas análogas de GLP-1, como Ozempic e Wegovy, pode ser até cinco vezes maior que o formal no Brasil, segundo estimativa da EMS. A empresa, que lançou sua versão de semaglutida (Ozivy), alerta para riscos de produtos contrabandeados e manipulados irregularmente. A PRF já apreendeu milhares de unidades em operações na fronteira com o Paraguai.
Mercado paralelo e riscos à saúde
O vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou que o mercado ilegal de canetas emagrecedoras, incluindo versões contrabandeadas e manipuladas sem registro, supera em volume as vendas da indústria farmacêutica regularizada. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) já realizou apreensões de grandes quantidades desses produtos, muitas vezes escondidos em carregamentos de eletrônicos e anabolizantes. Sanchez destacou que a EMS não se opõe à concorrência, mas defende que todos os medicamentos sigam as mesmas normas regulatórias para garantir segurança aos pacientes.
Capacidade produtiva e expectativas da EMS
A EMS lançou o Ozivy, sua versão de semaglutida, com preço 30% menor que o Ozempic e previsão de chegada às farmácias em 30 dias. A empresa possui capacidade para produzir até 40 milhões de unidades anuais, volume considerado suficiente para atender à demanda nacional. A expectativa é que o Ozivy se torne o medicamento de maior faturamento da EMS nos próximos 12 meses, reforçando a competição no setor após o fim da patente da Novo Nordisk.