Estudo internacional revela que maioria dos homens não apresenta traços tóxicos, mas especialistas alertam para contexto brasileiro
Pesquisa da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, com mais de 15 mil participantes, aponta que 89,2% dos homens apresentam níveis baixos ou moderados de traços problemáticos associados à masculinidade tóxica. No entanto, especialistas destacam diferenças sociais entre o país do estudo e o Brasil, onde a violência contra a mulher e a percepção de cobrança por igualdade de gênero persistem como desafios.
Resultados do estudo
Um estudo conduzido pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, analisou mais de 15 mil homens para avaliar traços associados à masculinidade tóxica, como agressividade, controle emocional, visões sobre mulheres e normas de gênero. Os participantes foram divididos em cinco perfis, e os resultados indicaram que 89,2% dos homens apresentavam níveis baixos ou moderados desses traços. O perfil considerado 'atóxico', sem nenhum traço problemático, representou 35% dos entrevistados, sendo o maior grupo identificado na pesquisa.
Contexto brasileiro e alertas de especialistas
Embora os dados do estudo sejam relevantes, especialistas ouvidos pelo G1 destacam que o contexto social da Nova Zelândia difere significativamente do Brasil. No país, a violência contra a mulher atingiu recordes nos últimos anos, e pesquisas indicam que a maioria dos homens brasileiros considera excessiva a cobrança por igualdade de gênero. O termo 'homem tóxico' ganhou popularidade nas redes sociais, sendo usado para descrever comportamentos machistas, misóginos ou violentos, mas a aplicação generalizada do conceito é questionada por pesquisadores.