Programa Um Milhão de Cisternas transforma realidade no Semiárido brasileiro
O programa, iniciado pelo governo Lula em 2003, promoveu a construção de mais de 1,2 milhão de cisternas de placas de cimento, garantindo segurança hídrica e autonomia para milhões de pessoas no Nordeste. O projeto, que reduziu drasticamente doenças e mortalidade infantil, foi alvo de cortes severos após 2016, mas teve investimentos e expansão retomados em 2023.
Histórico e Impacto Social
O 'Programa Um Milhão de Cisternas' (P1MC) surgiu de uma iniciativa popular e foi integrado à estratégia Fome Zero em 2003. As cisternas, com capacidade para até 16 mil litros, permitem que famílias no Semiárido armazenem água da chuva para consumo, produção de alimentos e criação de animais. Além do impacto direto na saúde — com redução de até 79% em doenças diarreicas — o programa promoveu a democratização da água, eliminando a dependência de carros-pipa e de grandes açudes controlados por latifundiários.
Reconhecimento e Desafios
O programa recebeu prêmios internacionais, como o Prêmio Sementes da ONU, e foi fundamental para que as comunidades rurais atravessassem secas severas sem migrações em massa. Após o governo de Michel Temer, o orçamento do programa foi cortado em 95%, e a construção de novas unidades caiu drasticamente. Com o retorno de Lula à presidência em 2023, o governo federal anunciou novos investimentos de R$ 1,7 bilhão e a expansão do programa para novas regiões, como a Amazônia.