Venezuela e EUA Restabelecem Relações Diplomáticas com Reabertura de Embaixadas; Sheinbaum Defende Uso de Fundos Estatais para Defesa de Maduro
Venezuela e Estados Unidos reabriram suas embaixadas em Caracas e Washington, respectivamente, em 30 de março de 2026, marcando um novo capítulo nas relações diplomáticas após sete anos. Paralelamente, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum declarou que fundos estatais venezuelanos podem ser usados para a defesa do presidente Nicolás Maduro.
Retomada das Operações Diplomáticas
Em 30 de março de 2026, as embaixadas dos Estados Unidos em Caracas e da Venezuela em Washington retomaram formalmente suas operações. O Departamento de Estado dos EUA classificou o ato como um marco na implementação do plano de três fases para a Venezuela, fortalecendo a interação direta com o governo interino, a sociedade civil e o setor privado. A missão diplomática venezuelana em solo estadunidense hasteou a bandeira nacional em 28 de março, simbolizando a recuperação da sede diplomática.
Situação de Maduro e Defesa Legal
Apesar da retomada diplomática, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a deputada Cilia Flores continuam sob cativeiro após um sequestro em 3 de janeiro pelas forças estadunidenses. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou em 30 de março que 'não vê por que fundos estatais não podem ser usados' para a defesa de Maduro, destacando sua posição como presidente da Venezuela. A declaração surge após a segunda audiência do julgamento contra o casal presidencial em 26 de março no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan. A defesa solicitou o arquivamento das acusações, alegando que o governo dos EUA impede a Venezuela de financiar a defesa de seu chefe de Estado, violando a Sexta Emenda da Constituição e o direito ao devido processo legal. O juiz federal Alvin Hellerstein rejeitou o pedido, mas deixou em aberto a possibilidade de rever a decisão, caso a restrição seja considerada arbitrária.