Política migratória de Trump separou 205 mil crianças de pais detidos nos EUA desde 2025
Relatório do think tank Brookings revela que ao menos 205 mil crianças nos Estados Unidos tiveram um ou ambos os pais detidos pelo ICE desde janeiro de 2025. Desse total, 145 mil são cidadãs norte-americanas, e 72,6% têm menos de 12 anos. A maioria das famílias afetadas é de origem mexicana, seguida por guatemaltecas e hondurenhas. Não há registros confiáveis sobre o paradeiro dessas crianças após as detenções.
Impacto nas famílias e dados demográficos
A política migratória implementada pelo governo de Donald Trump resultou na detenção de ao menos um dos pais de 205 mil crianças nos Estados Unidos desde janeiro de 2025. Desse número, 145 mil crianças são cidadãs norte-americanas. Segundo o relatório do Brookings, 72,6% das crianças afetadas têm menos de 12 anos. A maioria das famílias separadas é de origem mexicana (52,3%), seguida por guatemaltecas (15%), hondurenhas (10,7%) e outras nacionalidades latino-americanas. Apenas 2% das famílias são de origem asiática. Em cerca de 22 mil casos, todas as figuras parentais que viviam com a criança foram detidas simultaneamente, deixando-as sem nenhum responsável legal.
Falta de transparência e consequências prolongadas
O relatório destaca a ausência de registros confiáveis sobre quantos detidos pelo ICE têm filhos no país e qual o destino dessas crianças após as prisões. As separações familiares, longe de serem temporárias, tendem a se prolongar. Um estudo da ProPublica revelou que, entre mães de crianças cidadãs detidas nos primeiros meses do governo Trump, 60% já haviam sido deportadas após sete meses, enquanto 17% permaneciam presas. Isso sugere que, para muitas crianças, a ruptura familiar pode se tornar permanente, sem perspectivas claras de reunificação.