Polícia italiana apreende R$ 1,1 bilhão em bens ligados à máfia e ao tráfico de drogas
Autoridades italianas apreenderam bens e empresas avaliados em mais de 200 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao falecido chefão da máfia Matteo Messina Denaro. A investigação rastreou lucros do tráfico de drogas acumulados desde os anos 1980, com investimentos em diversos países. Denaro, preso em 2023 e morto meses depois por câncer, foi um dos líderes da Cosa Nostra e condenado 20 vezes à prisão perpétua por crimes como assassinatos e tortura.
Operação contra lavagem de dinheiro
A polícia financeira italiana concluiu uma operação que resultou na apreensão de bens e empresas no valor de mais de 200 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão). A investigação, liderada pelo procurador-chefe de Palermo, Maurizio de Lucia, focou na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, com raízes nos lucros acumulados pela máfia siciliana Cosa Nostra desde a década de 1980. Os ativos foram rastreados em vários países da Europa e fora do continente. De Lucia afirmou que a operação identificou 'uma parcela significativa dos investimentos feitos pela máfia, inclusive no exterior'.
Perfil de Matteo Messina Denaro
Matteo Messina Denaro, conhecido como 'U Siccu' (o magrelo), foi um dos principais líderes da Cosa Nostra e condenado 20 vezes à prisão perpétua por crimes como assassinatos, tortura e participação na guerra da máfia contra o Estado italiano entre as décadas de 1980 e 1990. Denaro ficou foragido por 30 anos até ser preso em janeiro de 2023. Ele morreu meses depois, em maio de 2023, devido a um câncer no cólon. Sua crueldade com vítimas e seu papel na morte do procurador-geral Giovanni Falcone marcaram sua trajetória criminosa. Denaro também inspirou a narrativa do filme 'O Poderoso Chefão'.