Israel mantém postura agressiva no Líbano e promete usar 'toda a força' apesar de cessar-fogo
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) estão autorizadas a usar 'toda a sua força' no Líbano, mesmo durante o cessar-fogo. A medida visa proteger soldados israelenses de ameaças e inclui a destruição de infraestruturas e casas próximas à fronteira para criar uma zona de segurança. O Hezbollah e Israel acusam-se mutuamente de violar a trégua de dez dias.
Contexto e declarações oficiais
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou neste domingo (19/04) que o Exército israelense recebeu instruções para agir com 'toda a sua força' no Líbano, tanto em terra quanto pelo ar, para proteger seus soldados contra qualquer ameaça. A declaração foi feita durante um evento na Cisjordânia ocupada. Katz enfatizou que as ações militares incluem a destruição de infraestruturas ou estradas que representem riscos aos soldados, além da demolição de casas ao longo da fronteira para estabelecer uma zona de segurança no sul do Líbano. Segundo Katz, o objetivo é 'destruir as casas nos vilarejos próximos à divisa que serviam como postos avançados terroristas do Hezbollah'.
Cessar-fogo e violações
Uma trégua de dez dias entrou em vigor na sexta-feira (17/04) após mais de um mês e meio de conflito entre Israel e o Hezbollah, movimento pró-iraniano. No entanto, tanto o Hezbollah quanto as forças israelenses acusam-se mutuamente de não respeitar o acordo. Na sexta-feira, um soldado israelense morreu no sul do Líbano ao entrar em um prédio armado com explosivos. No sábado (18/04), as FDI realizaram demolições na cidade de Bint Jbeil, que foi palco de combates antes do cessar-fogo.
Objetivos estratégicos
Katz afirmou que a meta geral da campanha no Líbano é o desarmamento do Hezbollah e a eliminação da ameaça contra as comunidades do norte de Israel. Ele alertou que, se o governo libanês não cumprir suas obrigações, as FDI continuarão as ações militares. O conflito no Líbano teve início em 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel em represália à ofensiva conjunta de Israel e dos EUA contra o Irã. Israel respondeu com ataques massivos em todo o Líbano e invadiu o sul do país.