Multigeracionalidade vira tendência nos EUA como solução para crise econômica e envelhecimento populacional
Famílias americanas adotam moradia multigeracional para reduzir custos, compartilhar cuidados com crianças e idosos e enfrentar desafios financeiros. Modelo, comum em culturas globais, ganha força nos EUA com aumento de 40% em 20 anos.
Modelo tradicional e desafios econômicos
A moradia multigeracional, onde avós, pais e filhos vivem sob o mesmo teto, é uma prática comum em diversas culturas ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, onde o individualismo sempre foi valorizado, esse modelo vem ganhando força como resposta aos desafios econômicos e sociais. A família de June Boyd, de 90 anos, exemplifica essa tendência: sua casa em Toledo, Ohio, abriga 13 pessoas, incluindo filhos, netos e bisnetos, com idades entre 3 e 69 anos. Juntos, eles dividem o aluguel de US$ 700 e cuidam das crianças, aliviando a pressão financeira e emocional.
Crescimento e benefícios
Dados do Pew Research Center mostram que o número de lares multigeracionais nos EUA cresceu 40% nas últimas duas décadas, atingindo 60 milhões de pessoas em 2022. A prática oferece vantagens como redução de custos, apoio mútuo em cuidados infantis e com idosos, e fortalecimento dos laços familiares. Para muitas famílias, como a de Boyd, a convivência multigeracional não apresenta desvantagens, mas sim uma estratégia para enfrentar a alta dos preços e a dificuldade de acesso à moradia.