Orçamento militar dos EUA ultrapassa US$ 1 trilhão pela primeira vez na história com gastos recordes em armas
O orçamento de defesa dos Estados Unidos está prestes a ultrapassar US$ 1 trilhão pela primeira vez, com US$ 900 bilhões aprovados pelo Congresso em 2026 e uma proposta de US$ 1,5 trilhão para 2027. A maior parte dos recursos é destinada a sistemas de armas como o F-35, que custa mais de US$ 100 milhões por unidade. A consolidação da indústria de defesa em apenas cinco grandes contratantes — Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, Raytheon e General Dynamics — é apontada como uma das principais razões para os altos custos, atrasos e dependência do Pentágono em relação às empresas para manutenção.
Consolidação da indústria e aumento de custos
Até a década de 1990, a indústria de defesa dos EUA contava com 51 grandes contratantes. Esse número foi reduzido para apenas cinco empresas, que passaram a dominar o mercado. A consolidação deu às corporações maior poder de negociação com o Pentágono, resultando em custos elevados, como o do caça F-35, que ultrapassa US$ 100 milhões por unidade. Além disso, sistemas de armas frequentemente apresentam atrasos e exigem manutenção exclusiva dos fabricantes, aumentando a dependência militar.
Comparação histórica e eficiência perdida
No passado, a produção militar dos EUA era mais eficiente. Em 1909, os irmãos Wright venderam o primeiro avião militar por US$ 30 mil. Durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica Willow Run, de Henry Ford, produzia um bombardeiro B-24 a cada hora. A atual estrutura de poucos fornecedores, no entanto, reduziu a competição e elevou os preços, além de limitar a capacidade de reparos independentes pelas Forças Armadas.