Dólar sobe para R$ 5,05 em meio a tensões no Oriente Médio e incertezas sobre cessar-fogo entre EUA e Irã
O dólar abriu em alta de 0,36% nesta sexta-feira (29), cotado a R$ 5,0501, influenciado por instabilidades no Oriente Médio e negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. Ataques recíprocos entre os países e sanções dos EUA à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) aumentam a volatilidade no mercado. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, mas a medida enfrenta resistência no Senado.
Contexto internacional e impacto no dólar
O dólar iniciou o dia em alta, negociado a R$ 5,0501, com valorização de 0,36%. A moeda americana foi impulsionada por tensões no Oriente Médio, onde negociações entre Estados Unidos e Irã para prorrogar um cessar-fogo por 60 dias ainda aguardam aprovação do presidente Donald Trump. Apesar das conversas, ataques recíprocos foram registrados: o Irã retaliou um ataque dos EUA próximo ao Estreito de Ormuz, atingindo uma base aérea americana em Bandar Abbas. Além disso, os EUA anunciaram sanções à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), órgão criado pelo Irã para cobrar taxas de embarcações comerciais na região, o que elevou a incerteza nos mercados globais.
Petróleo e mercado financeiro
As tensões geopolíticas refletiram no mercado de petróleo, que operou sem direção definida. O barril do Brent, referência internacional, recuou 0,40%, cotado a US$ 93,91, enquanto o WTI, dos EUA, subiu 0,71%, alcançando US$ 89,31. A volatilidade nos preços do petróleo é atribuída aos sinais mistos vindos do Oriente Médio, onde a possibilidade de um cessar-fogo contrasta com os ataques recentes entre EUA e Irã.
Agenda econômica no Brasil
No cenário doméstico, a Câmara dos Deputados aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas em até 14 meses e elimina a escala 6x1. A medida, no entanto, ainda precisa ser analisada pelo Senado, onde deve enfrentar resistência. A aprovação da PEC ocorre em um momento de atenção dos investidores ao cenário político e econômico interno, que também influencia a cotação do dólar.