MP do Equador acusa sete supostos autores intelectuais do assassinato de Fernando Villavicencio
O Ministério Público do Equador acusou formalmente sete pessoas como supostos autores intelectuais do assassinato do candidato à Presidência Fernando Villavicencio, ocorrido em 2023. Entre os acusados estão ex-políticos de esquerda, um empresário e integrantes de grupos criminosos. Quatro dos acusados, que vivem no exterior, terão alerta vermelho da Interpol emitido.
Contexto do assassinato
Fernando Villavicencio, conhecido por investigar casos de corrupção durante sua carreira como jornalista, foi assassinado a tiros em 9 de agosto de 2023, na saída de um comício em Quito, uma semana antes das eleições presidenciais. Villavicencio havia denunciado esquemas de corrupção envolvendo tanto figuras da esquerda, como o ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), quanto da direita e do crime organizado.
Detalhes das acusações
O Ministério Público do Equador solicitou a manutenção da prisão preventiva para os sete acusados e pediu a emissão de alerta vermelho da Interpol para quatro deles, que residem fora do país. Cinco pessoas já haviam sido condenadas a penas de até 34 anos de prisão como autoras materiais do crime. O atirador foi morto por seguranças de Villavicencio, e seis colombianos supostamente ligados ao assassinato morreram na prisão.