Papa Leão XIV e Trump entram em impasse sobre 'teoria da guerra justa' após críticas à ofensiva no Irã
O papa Leão XIV, primeiro americano a comandar a Igreja Católica, enfrenta reações de autoridades dos EUA após condenar ataques ao Irã. O debate se concentra na 'teoria da guerra justa', doutrina católica que define condições morais para o uso da força. Republicanos, incluindo o vice-presidente JD Vance e o presidente da Câmara Mike Johnson, questionam a interpretação teológica do pontífice.
Reações políticas e teológicas
Após o papa Leão XIV condenar os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, figuras proeminentes do Partido Republicano reagiram criticando sua postura. O vice-presidente JD Vance, convertido ao catolicismo em 2019, afirmou que o papa deveria ser 'cuidadoso' ao tratar de teologia e que suas declarações deveriam estar 'ancoradas na verdade'. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, evangélico, citou explicitamente a 'doutrina da guerra justa' para rebater as críticas do pontífice. A Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB) divulgou um esclarecimento sobre a teoria, assinado pelo bispo James Massa, presidente da Comissão de Doutrina, em resposta ao debate.
Declarações-chave do papa
Durante a homilia de Domingo de Ramos, Leão XIV declarou que Deus 'rejeita as orações de quem faz a guerra'. A frase foi interpretada como uma crítica direta às ações militares dos EUA e aliados, intensificando o atrito com o governo Trump. O pontífice não mencionou países específicos, mas o contexto geopolítico tornou a mensagem clara para analistas e autoridades.