Trump afirma que acordo com Irã está próximo, mas ameaça ação militar se negociações fracassarem
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista à Fox News que as negociações com o Irã para encerrar a guerra estão 'muito perto de um acordo muito bom'. No entanto, ele alertou que, caso não haja avanço, os EUA podem 'terminar militarmente' o conflito, o que, segundo ele, seria 'mais rápido'. Trump destacou que um dos principais benefícios do acordo seria a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e garantiu que o Irã concordou em não desenvolver armas nucleares.
Negociações e ameaças militares
Em entrevista divulgada pela Casa Branca na rede social X (antigo Twitter), Donald Trump afirmou que as negociações com o Irã para um cessar-fogo estão avançadas, mas ressaltou que os iranianos são 'negociadores muito difíceis'. Ele comparou a situação com operações anteriores, como a da Venezuela, que classificou como uma 'vitória de um dia', e afirmou que o exército iraniano já está 'essencialmente derrotado'. Trump também mencionou que um acordo traria benefícios humanitários, salvando 'muitas vidas', independentemente do lado do conflito. No entanto, ele deixou claro que, se as negociações não progredirem, os EUA estão preparados para uma solução militar, que seria mais rápida, mas menos preferível.
Reabertura do Estreito de Ormuz e garantias nucleares
Trump destacou que a reabertura do Estreito de Ormuz seria um dos principais resultados imediatos de um acordo com o Irã. 'Eu preferiria conseguir um acordo porque podemos abrir o estreito imediatamente após a assinatura', afirmou. O presidente também garantiu que o Irã concordou em não desenvolver armas nucleares, o que classificou como 'a única garantia' que os EUA buscam. 'Eles concordaram com isso e foi muito interessante', disse. Apesar do otimismo, Trump reconheceu que as negociações estão demorando mais do que o esperado e que a pressa poderia comprometer a qualidade do acordo. 'Se você estiver com pressa, não vai fazer um bom negócio', concluiu.
Posicionamento do Pentágono
No sábado (30), o secretário de Defesa dos EUA e chefe do Pentágono, Pete Hegseth, reforçou a posição de Trump ao afirmar que os Estados Unidos estão prontos para retomar ataques ao Irã caso não haja um acordo. Hegseth não detalhou quais seriam as ações militares, mas deixou claro que a opção está sobre a mesa. A declaração ocorre em um contexto de tensões crescentes no Oriente Médio, onde o bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz permanece ativo, apesar dos esforços diplomáticos.