Anistia Internacional acusa EUA e Israel de ataques predatórios ao direito internacional em relatório anual
A Anistia Internacional divulgou seu relatório anual 'A situação dos direitos humanos no mundo', acusando Estados Unidos e Israel de minarem o multilateralismo e o direito internacional. O documento destaca o genocídio em Gaza, a expansão de assentamentos ilegais na Cisjordânia e execuções extrajudiciais pelos EUA, além de um sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro de 2026.
Genocídio em Gaza e apartheid contra palestinos
O relatório da Anistia Internacional afirma que Israel continuou o genocídio contra a população palestina em Gaza, mesmo após o cessar-fogo acordado em outubro de 2025. A organização denuncia a manutenção de um sistema de apartheid contra os palestinos, além da aceleração da expansão de assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental. Autoridades israelenses são acusadas de permitir ou incentivar ataques de colonos contra palestinos, com impunidade, e de glorificar a violência contra essa população, incluindo detenções arbitrárias e tortura.
Ações dos Estados Unidos e sequestro de líder estrangeiro
Os Estados Unidos são acusados de realizar mais de 150 execuções extrajudiciais, bombardeando embarcações no Caribe e no Pacífico. O relatório destaca ainda um ato de agressão contra a Venezuela em janeiro de 2026, quando o presidente Nicolás Maduro foi sequestrado. A secretária-geral da Anistia, Agnès Callamard, alerta que predadores políticos e econômicos estão sentenciando o fim do sistema multilateral por não servir aos seus interesses hegemônicos.