Brinquedos com IA invadem mercado infantil e levantam questões sobre regulamentação e segurança
O mercado de brinquedos com inteligência artificial (IA) cresceu exponencialmente em 2026, com mais de 1.500 empresas registradas na China e produtos como o PokeTomo da Sharp e o Smart HanHan da Huawei vendendo milhares de unidades. Esses dispositivos, direcionados a crianças a partir dos três anos, são comercializados como companheiros amigáveis, mas permanecem em uma categoria amplamente não regulamentada, gerando preocupações sobre privacidade e segurança.
Crescimento explosivo e falta de regulamentação
Em 2026, o mercado de brinquedos com IA se consolidou como uma tendência global, especialmente em feiras como a CES, MWC e a Hong Kong Toys & Games Fair. Dados de outubro de 2025 indicam que mais de 1.500 empresas chinesas já estavam registradas no setor. O Smart HanHan, plush da Huawei, vendeu 10 mil unidades em sua primeira semana na China, enquanto a Sharp lançou o PokeTomo no Japão em abril de 2026. Apesar do sucesso comercial, esses produtos operam em um vácuo regulatório, sem normas claras sobre coleta de dados ou interações com crianças.
Principais players e preocupações dos consumidores
Empresas como FoloToy, Alilo, Miriat e Miko dominam o mercado, com a Miko alegando ter vendido mais de 700 mil unidades. No entanto, a ausência de regulamentação específica levanta questões sobre como esses dispositivos lidam com informações sensíveis de crianças. A facilidade de desenvolvimento, impulsionada por programas de modelos de IA e 'vibe coding', permite que até mesmo pequenos fabricantes entrem no mercado, aumentando os riscos de produtos mal projetados ou inseguros.