Trump impede retorno de María Corina Machado à Venezuela após terremotos e reforça apoio a governo chavista
O governo dos Estados Unidos, sob comando de Donald Trump, impediu a líder da oposição venezuelana María Corina Machado de retornar ao país após os terremotos que deixaram pelo menos 3.500 mortos. A decisão foi justificada como uma medida para evitar 'questões políticas sensíveis' durante os esforços de ajuda humanitária. Machado, que havia fugido da Venezuela em dezembro de 2025 com apoio dos EUA, tentou voltar via Curaçao, mas teve a decolagem de seu avião particular abortada.
Contexto político e decisão dos EUA
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, foi impedida de retornar à Venezuela pelo governo dos Estados Unidos após os terremotos que devastaram o país, resultando em pelo menos 3.500 mortes. A decisão foi comunicada pelo Departamento de Estado, que alegou que a presença de Machado seria 'contraproducente' para os esforços de ajuda humanitária em andamento. Machado havia deixado a Venezuela em dezembro de 2025, com apoio dos EUA, após ser perseguida politicamente, e tentou retornar via Curaçao, mas teve a viagem interrompida antes da decolagem.
Relação com Trump e governo chavista
A relação entre María Corina Machado e Donald Trump tem sido marcada por altos e baixos. Em janeiro de 2026, após a deposição de Nicolás Maduro, Trump deixou claro que não apoiaria Machado como sucessora, afirmando que ela 'não tem apoio nem respeito dentro do próprio país'. Em vez disso, o governo americano optou por manter a vice-presidente Delcy Rodríguez no poder, sob tutela dos EUA, para garantir estabilidade. Machado, que chegou a oferecer o Prêmio Nobel da Paz a Trump em um gesto de bajulação, viu sua tentativa de retorno ser frustrada, evidenciando a falta de confiança do governo americano em sua liderança.