Buracos negros podem ser 'fósseis' de universo anterior ao Big Bang, sugere estudo
Pesquisas recentes em cosmologia desafiam a ideia de que o Big Bang foi o início absoluto do universo. Um novo modelo teórico propõe que buracos negros poderiam ser vestígios de uma realidade pré-existente, sobrevivendo à transição entre ciclos cósmicos. Esses 'buracos negros fósseis' reforçariam a hipótese do 'Big Bounce', indicando que o universo atual pode ter surgido de um colapso anterior.
Teoria do 'Big Bounce' e a origem dos buracos negros fósseis
Um estudo publicado no repositório ArXiv sugere que o Big Bang pode não ter sido o início absoluto do universo, mas sim um 'rebote' de uma realidade anterior que entrou em colapso. Segundo os pesquisadores, objetos extremamente densos, como buracos negros, poderiam atravessar o que é chamado de 'gargalo cósmico' sem serem destruídos durante a compressão máxima. Esses buracos negros fósseis seriam remanescentes de um universo pré-existente, diferenciando-se dos buracos negros formados pela morte de estrelas atuais por suas massas específicas e características primordiais. A existência desses fósseis validaria a hipótese do 'Big Bounce', onde o universo opera em ciclos eternos de expansão e contração.
Processo do 'Big Bounce' e implicações para a cosmologia
O fenômeno do 'Big Bounce' propõe que um universo maduro entra em uma fase de contração gravitacional extrema, conhecida como 'Big Crunch'. Ao atingir um limite crítico de densidade, o universo 'salta' de volta para uma expansão acelerada, iniciando um novo ciclo. Durante essa transição, buracos negros sobreviventes do universo anterior atuariam como 'sementes' para a formação das primeiras estruturas do universo atual. Essa teoria redefine a compreensão sobre a idade do tempo e a origem da matéria, sugerindo que o cosmos pode ser muito mais antigo do que se imaginava.