Deolane Bezerra é presa por lavagem de dinheiro do PCC; morte de MC Kevin relembrada em meio a investigações
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21) em operação contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorre cinco anos após a morte trágica de seu ex-marido, o funkeiro MC Kevin, em um acidente no Rio de Janeiro. Deolane foi alvo de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão expedidos pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil.
Operação contra o PCC e prisão de Deolane Bezerra
Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) em uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil, que mira lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação também inclui mandados de busca e apreensão contra familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder da facção. O advogado de Deolane, Luiz Imparato, afirmou que está se inteirando dos fatos. Esta é a segunda prisão da influenciadora em São Paulo, que acumula 21 milhões de seguidores nas redes sociais e é conhecida por seu estilo de vida luxuoso, com mansões e carros de alto valor.
Morte de MC Kevin: detalhes do acidente e investigações
MC Kevin, funkeiro em ascensão, morreu em 16 de maio de 2021, aos 23 anos, após cair da varanda do quinto andar de um hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na época, Kevin estava casado com Deolane Bezerra havia apenas duas semanas, após uma cerimônia realizada no México. O cantor estava no Rio para um show em uma boate na Vila Valqueire, evento considerado clandestino pela prefeitura. Segundo investigações, após um desentendimento com Deolane, Kevin foi para a praia da Barra da Tijuca, onde consumiu bebidas alcoólicas e drogas. Ele convidou a modelo Bianca Dominguez para subir ao hotel, onde a perícia encontrou um cenário de 'completo desalinho', com camas fora do lugar, roupas íntimas espalhadas, embalagens de preservativos e toalhas usadas. Foram apreendidas garrafas de gim, energético e uma garrafa de champanhe avaliada em R$ 1,5 mil, consumida pela metade. Depoimentos confirmaram o uso excessivo de álcool e drogas ilícitas antes do acidente.