Greve de servidores municipais de Taubaté entra no segundo dia com protestos e impacto em escolas
Servidores municipais de Taubaté (SP) mantêm greve pelo segundo dia consecutivo, exigindo reposição de perdas inflacionárias e reajuste salarial. A Justiça determinou que 70% do efetivo permaneça em atividade, sob pena de multa diária de R$ 20 mil. Escolas municipais registram fechamentos e funcionamento parcial, afetando alunos do ensino fundamental.
Reivindicações e mobilização
A greve dos servidores municipais de Taubaté, iniciada na terça-feira (2), prosseguiu nesta quarta-feira (3) com uma caminhada organizada pelo sindicato da categoria. Os trabalhadores se reuniram na Avenida do Povo e seguiram em direção ao centro da cidade para dar visibilidade às suas demandas. Entre as principais reivindicações estão a reposição das perdas inflacionárias acumuladas nos últimos dois anos e a recomposição salarial. A Prefeitura de Taubaté publicou um decreto definindo os serviços essenciais que devem ser mantidos durante a paralisação.
Impacto na educação
A rede municipal de ensino foi um dos setores mais afetados pela greve. Escolas como a EMEF Dr. Quirino, na região da Estiva, permaneceram fechadas, enquanto outras, como a Escola Campista, funcionaram com quadro reduzido de professores. Na Escola Prof. Simone dos Santos, na região central, alunos do ensino fundamental foram recebidos, mas sem aulas regulares devido à ausência de docentes. A Justiça de São Paulo determinou que pelo menos 70% dos servidores públicos municipais devem permanecer em atividade, sob pena de multa diária de R$ 20 mil por categoria em caso de descumprimento.