Líder de movimento pró-Trump, Amy Kremer, lidera protestos nacionais contra data centers de IA em 22 estados dos EUA
Amy Kremer, cofundadora de 'Women for Trump' e figura central no comício de 6 de janeiro de 2021, agora lidera o grupo 'Humans First', que organiza protestos contra data centers de inteligência artificial em 22 estados americanos. Os atos estão marcados para 18 de julho e visam impedir a expansão de infraestruturas de IA, classificadas por Kremer como 'a luta mais importante de nossa vida'.
Quem é Amy Kremer e qual seu papel no movimento anti-IA
Amy Kremer é cofundadora das organizações 'Women for Trump' e 'Women for America First' e foi uma das principais organizadoras do comício de 6 de janeiro de 2021, que precedeu a invasão do Capitólio nos EUA. Ex-integrante do movimento Tea Party, Kremer agora preside o grupo 'Humans First', uma organização sem fins lucrativos criada em 2026 para promover uma abordagem 'America First' em políticas de inteligência artificial. Segundo Kremer, a tecnologia de IA representa uma ameaça existencial: 'Esta tecnologia poderia nos eliminar da face do planeta'.
Protestos contra data centers de IA em 22 estados
O grupo 'Humans First' anunciou protestos em 22 estados americanos no dia 18 de julho de 2026, com foco em impedir a construção e operação de data centers de grande escala ('hyperscale data centers'). Os estados com maior número de atos programados são Texas (11 protestos) e Flórida (7 protestos). Kremer afirmou que os protestos refletem a insatisfação da população com a instalação dessas infraestruturas em suas comunidades, essenciais para o treinamento e operação de modelos de IA desenvolvidos por empresas como OpenAI, Anthropic, Google e Meta.
Motivações e impacto dos protestos
Kremer argumenta que os data centers de IA consomem recursos críticos, como energia e água, e representam riscos à soberania e segurança dos EUA. O movimento 'Humans First' defende que a expansão descontrolada dessas infraestruturas pode levar à perda de controle sobre a tecnologia, com consequências imprevisíveis. A organização busca dar voz à população em políticas de regulação de IA, alegando que as decisões atuais são dominadas por grandes corporações e interesses privados.