Coligação de Netanyahu apresenta projeto para dissolver parlamento de Israel e convocar eleições antecipadas
A coligação do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu apresentou um projeto de lei para dissolver o Knesset e convocar eleições antecipadas. A medida ocorre após pressão do partido ultraortodoxo Degel HaTorah, que buscava isenção para estudantes de yeshiva. A oposição também apresentou propostas similares, mas o presidente do Knesset, Amir Ohana, recusou acelerar o processo. As eleições poderão ocorrer até 27 de outubro se a dissolução for aprovada.
Contexto e disputas políticas
A coligação de Benjamin Netanyahu, composta por partidos como Likud, Judaísmo Unido da Torá, Shas, Nova Esperança, Sionismo Religioso e Otzma Yehudit, apresentou na quarta-feira (13/05) um projeto de lei para dissolver o Knesset, o parlamento israelense. A proposta surge em meio a uma disputa com a oposição pelo controle do processo de dissolução e pela definição da data das eleições. O partido ultraortodoxo Degel HaTorah pressionou pela medida após a não aprovação de um projeto de lei que isentaria estudantes de yeshiva do serviço militar obrigatório.
Trâmite legislativo e prazos
Segundo as regras do Knesset, projetos de lei devem ser apresentados às segundas-feiras para inclusão na pauta da mesma semana. Como as propostas foram apresentadas após o prazo, a votação preliminar não ocorreu na quarta-feira (13/05). O presidente do Knesset, Amir Ohana, recusou-se a acelerar o processo, apesar da pressão da oposição. Caso a dissolução seja aprovada, as eleições deverão ocorrer em até cinco meses, com a data limite estabelecida para 27 de outubro de 2026. A Comissão da Câmara, presidida por Ofir Katz (Likud), terá a responsabilidade de definir a data exata das eleições.