Larva parasita que devora carne viva é detectada perto da fronteira dos EUA e ameaça rebanhos
Autoridades dos EUA confirmaram a detecção de larvas da mosca-da-bicheira (Cochliomyia hominivorax) em uma ovelha no México, a menos de 50 km da fronteira com os Estados Unidos. A praga, que se alimenta de tecidos vivos de animais de sangue quente, pode causar prejuízos bilionários à pecuária americana caso se espalhe. O rebanho bovino dos EUA já está no menor nível em 75 anos, e um surto poderia elevar ainda mais os preços da carne bovina, atualmente em patamares recordes.
Risco econômico e sanitário para a pecuária dos EUA
A descoberta da larva da mosca-da-bicheira em Coahuila, México, representa uma ameaça crítica à pecuária dos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a praga pode causar perdas de até US$ 1,8 bilhão apenas no Texas, maior produtor de gado do país. As fêmeas da mosca depositam ovos em feridas de animais, e as larvas, ao eclodirem, penetram na carne viva, podendo levar à morte do hospedeiro se não tratadas. Embora raros, casos de infestação em humanos também foram registrados. O USDA já investiu milhões em medidas de contenção, incluindo a produção de moscas estéreis para interromper a reprodução da praga.
Medidas de contenção e impacto no mercado de carne
Para evitar a entrada da mosca-da-bicheira nos EUA, o governo americano mantém restrições às importações de gado mexicano desde o início do surto. O rebanho bovino dos EUA já enfrenta redução histórica, com o menor número de cabeças em 75 anos, o que contribui para os preços recordes da carne bovina. Especialistas alertam que um surto da praga poderia agravar a escassez de oferta e pressionar ainda mais os custos para consumidores e produtores. O USDA também intensificou a vigilância sanitária na fronteira e ampliou a produção de moscas estéreis, considerada a principal estratégia para conter a disseminação da praga.