BRT de Campinas completa um ano com problemas recorrentes e alta nas reclamações de usuários
O sistema de corredores de ônibus BRT de Campinas, que prometia agilidade no transporte público, acumula 418 reclamações em três anos. Usuários relatam atrasos frequentes, falta de manutenção em estações, mato alto, calçadas danificadas e portas que não funcionam. O número de queixas saltou 347% de 2023 para 2024, evidenciando descumprimento de promessas operacionais.
Problemas estruturais e operacionais
O BRT de Campinas, em operação completa desde 2025, atende mais de 73 mil passageiros por dia útil nos corredores Campo Grande e Ouro Verde. No entanto, usuários enfrentam uma série de problemas estruturais e operacionais. Entre as principais queixas estão estações com mato alto, como na Vila Teixeira, onde a vegetação encobre placas de identificação. Calçadas danificadas, pisos táteis quebrados e portas que não abrem também foram relatados, como na estação Jardim Miranda, onde passageiros ficam até meia hora em pé por falta de bancos. A promessa de intervalos de cinco minutos entre ônibus não é cumprida, gerando descrédito no sistema.
Reclamações em números
De acordo com dados da Emdec, o número de reclamações sobre o BRT registrou um aumento expressivo nos últimos anos. Em 2023, foram 42 registros; em 2024, o número saltou para 188, um crescimento de 347%. Em 2025, o total se manteve em 188, e até 15 de março de 2026, já haviam sido registradas seis reclamações. Os problemas incluem falta de manutenção, sujeira nas estações e falhas na operação, como portas que não abrem, obrigando motoristas a não pararem nos pontos.