Dois homens são presos por tortura e injúria racial após queimar funcionário com ferro quente na Bahia
Polícia Civil da Bahia prendeu dois homens por imobilizar e queimar um funcionário de 23 anos, deficiente auditivo e autista, com um ferro de lacre de embalagens. O crime ocorreu em Livramento de Nossa Senhora e os suspeitos alegaram que se tratava de uma 'brincadeira'. Investigação apura lesão corporal, tortura, racismo e injúria racial.
Detalhes do crime
O crime aconteceu no dia 8 de abril de 2026, na cidade de Livramento de Nossa Senhora, sudoeste da Bahia. A vítima, um homem negro de 23 anos, deficiente auditivo e autista, trabalhava descarregando e carregando caminhões para os suspeitos, donos de uma empresa local. Segundo depoimento da vítima, ele foi imobilizado, teve a calça abaixada e foi queimado no glúteo com um ferro utilizado para lacrar embalagens. Os suspeitos, que conhecem a vítima desde a infância, alegaram em depoimento que o ato tinha a intenção de ser uma 'brincadeira'.
Investigação e acusações
Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos na quarta-feira (22). Os suspeitos respondem por lesão corporal, tortura, racismo, discriminação de cor ou raça e injúria racial. O delegado Antônio Cláudio Pereira Oliveira, responsável pelo caso, destacou que a investigação por injúria racial se baseia no fato de a vítima ser negra e pobre, além de o ato de marcar alguém com ferro quente remeter a práticas do período escravocrata no Brasil.