Jeff Bezos apoia imposto sobre residências de luxo em Nova York e critica foco em Ken Griffin
O fundador da Amazon, Jeff Bezos, declarou apoio ao imposto sobre residências secundárias de luxo (pied-à-terre) proposto pelo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Bezos, que possui propriedades na cidade, comparou a medida a impostos sobre turismo e defendeu sua implementação, mas criticou Mamdani por destacar o apartamento de Ken Griffin, CEO da Citadel, como exemplo.
Contexto e posicionamento de Bezos
Jeff Bezos, fundador da Amazon e proprietário de imóveis em Nova York, manifestou apoio ao imposto sobre residências secundárias de luxo (pied-à-terre) proposto pelo prefeito Zohran Mamdani. Em entrevista à CNBC, Bezos comparou a taxação a impostos sobre hotéis, destacando que impostos sobre não residentes são populares e eficazes, desde que aplicados com equilíbrio. 'Impostos sobre pessoas de fora são muito populares. É por isso que existem impostos sobre hotéis', afirmou. No entanto, ele criticou Mamdani por citar especificamente o apartamento de Ken Griffin, CEO da Citadel, avaliado em US$ 238 milhões, como exemplo de propriedade sujeita ao imposto. Bezos ressaltou que Griffin 'não é um vilão', apesar de defender a medida.
Detalhes da proposta e reações
A proposta de imposto pied-à-terre, originalmente sugerida pela governadora Kathy Hochul e apoiada por Mamdani, incidiria sobre propriedades avaliadas em mais de US$ 5 milhões que não sejam residências principais. A medida afetaria proprietários cuja residência principal esteja fora de Nova York, incluindo Bezos, que reside na Flórida. A taxação gerou controvérsias, com críticas de figuras como o ex-presidente Donald Trump e o gestor de fundos Bill Ackman. Ken Griffin, cuja empresa Citadel considerou rever um projeto de US$ 6 bilhões em Manhattan após declarações de Mamdani, foi alvo de críticas por parte do prefeito, que classificou o apartamento de Griffin como um exemplo de desigualdade.