Biografia 'Michael' sobre Michael Jackson estreia nos cinemas com abordagem polêmica e críticas mistas
O filme 'Michael', dirigido por Antoine Fuqua, estreia nos cinemas como a mais recente cinebiografia musical, mas ignora polêmicas envolvendo o astro pop. A produção foca no legado artístico de Michael Jackson, evitando menções a alegações de abuso sexual e até mesmo à existência de sua irmã, Janet Jackson. Críticos apontam que o filme segue uma fórmula previsível e omite contextos cruciais da vida do artista.
Estrutura narrativa e omissões
Dirigido por Antoine Fuqua, 'Michael' acompanha a trajetória de Michael Jackson desde os primeiros anos com o grupo The Jackson 5 até o final da década de 1980. O filme retrata o abuso psicológico e físico sofrido pelo jovem Michael nas mãos de seu pai, Joe Jackson, embora as cenas de violência física sejam minimizadas. A narrativa se concentra em momentos de sucesso profissional, como performances icônicas e o lançamento de álbuns históricos, mas ignora completamente eventos dos últimos 20 anos de vida do artista, incluindo alegações de abuso sexual que marcaram sua carreira. A ausência de Janet Jackson, superstar e irmã de Michael, também é notada, apesar de sua relevância no cenário musical da época.
Recepção crítica e controvérsias
Críticos destacam que 'Michael' segue a fórmula tradicional de cinebiografias musicais, como 'Walk the Line' e 'Bohemian Rhapsody', mas falha ao evitar temas espinhosos. Segundo o TheWrap, o filme foi reeditado e regravado após uma versão inicial que abordava as alegações de abuso. A decisão de omitir esses aspectos gerou debates sobre a responsabilidade de produções biográficas em retratar a complexidade de figuras públicas. Apesar de alguns acertos na reconstituição de performances e na estética visual, a narrativa é considerada incompleta e superficial, dificultando a celebração plena dos momentos bem-sucedidos do filme.