Trabalho remoto impulsiona boom de produtividade nos EUA, aponta economista de Stanford
O economista Nicholas Bloom, da Universidade Stanford, atribui o recente aumento de produtividade nos Estados Unidos ao trabalho remoto. Segundo Bloom, o home office melhora o foco dos trabalhadores, reduz barreiras ao empreendedorismo e amplia a participação no mercado de trabalho. Dados do Bureau of Labor Statistics mostram crescimento contínuo na produtividade desde 2020, desafiando a visão de que o retorno ao escritório é necessário para melhores resultados.
Impacto do trabalho remoto na produtividade
Nicholas Bloom, professor de economia da Universidade Stanford e especialista em trabalho remoto, destacou em postagem no LinkedIn que o home office tem sido um fator chave para o aumento da produtividade nos EUA nos últimos cinco anos. Bloom citou estudos que demonstram que trabalhadores remotos conseguem maior foco ao evitar distrações comuns em escritórios e longos deslocamentos. Além disso, o modelo remoto facilita o empreendedorismo e amplia o acesso ao mercado de trabalho, especialmente para grupos como pais e cuidadores.
Dados recentes reforçam tendência
Dados do Bureau of Labor Statistics revelam que a produtividade no setor não agrícola dos EUA cresceu 5,3% em 2020, 2% em 2021, recuou 1,5% em 2022, mas voltou a subir com ganhos de 1,8% em 2023, 3% em 2024 e 2,2% em 2025. Esse desempenho contrasta com o crescimento lento observado na década após a crise financeira de 2008. Bloom argumenta que, apesar das políticas de retorno ao escritório (RTO) adotadas por muitas empresas, os dados econômicos sugerem que o trabalho remoto continua sendo um motor importante para a produtividade.