Elefanta Happy, símbolo de pesquisa sobre autoconsciência animal, é sacrificada aos 55 anos nos EUA
Happy, elefanta asiática do Zoológico do Bronx em Nova York, foi sacrificada aos 55 anos após diagnóstico de tumores uterinos inoperáveis e artrite avançada. Ela ficou conhecida por estudos que comprovaram a capacidade de elefantes de se reconhecerem no espelho, um marco na pesquisa sobre cognição animal. Happy viveu no zoológico por quase 50 anos e era a última elefanta em exibição na cidade.
Condições de saúde e eutanásia
Happy foi submetida à eutanásia na terça-feira (26) após agravamento de condições relacionadas à idade, incluindo perda de função renal ou hepática. A necropsia revelou artrite severa e grandes tumores uterinos inoperáveis, que não puderam ser diagnosticados por exames ou imagens durante sua vida. O zoológico destacou que a decisão foi tomada após avaliação médica detalhada, considerando o bem-estar do animal.
Legado científico e impacto na conservação
Happy tornou-se um símbolo na pesquisa sobre cognição animal após participar de estudos que comprovaram a capacidade de elefantes de se reconhecerem no espelho, um indicativo de autoconsciência. Segundo o diretor interino do Zoológico do Bronx, Craig Piper, ela foi uma 'enorme embaixadora dos elefantes e da conservação da espécie'. Funcionários do zoológico, alguns dos quais cuidaram dela por mais de 30 anos, expressaram tristeza pela perda.
Histórico e vida no zoológico
Nascida na Ásia, Happy foi levada aos Estados Unidos com aproximadamente 1 ano de idade e chegou ao Zoológico do Bronx em 1977. Ela recebeu o nome inspirado em um dos anões da história da Branca de Neve. Durante sua vida no zoológico, Happy desenvolveu uma relação próxima com seus tratadores, sendo motivada por guloseimas como melancia e morangos. Com sua morte, Patty, de 57 anos, tornou-se a última elefanta em exibição na cidade de Nova York.