Irã reverte decisão e volta a fechar Estreito de Ormuz após mediação do Paquistão
O Irã anunciou neste sábado (18) o fechamento do Estreito de Ormuz, revertendo decisão anterior de reabertura. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do país afirmou estar avaliando novas propostas dos EUA, mediadas pelo Paquistão, mas manteve restrições à navegação. O controle do estreito foi justificado como medida de segurança até o fim da guerra e vinculado ao pagamento de custos operacionais.
Contexto e declarações oficiais
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou, por meio da mídia estatal e da agência Reuters, que novas propostas dos EUA foram apresentadas após mediação do Paquistão. Embora o conteúdo das propostas não tenha sido detalhado, o Irã afirmou estar considerando-as, sem ainda emitir resposta formal. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou anteriormente que "conversas muito boas estão acontecendo" com o Irã e que o país "não irá chantagear os EUA".
Fechamento do Estreito de Ormuz
A decisão de fechar novamente o Estreito de Ormuz foi comunicada pela marinha iraniana via rádio a embarcações mercantes, informando que nenhum navio está autorizado a passar pela via. O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia, ligado às Forças Armadas iranianas, reforçou que o controle rigoroso será mantido enquanto persistir o bloqueio americano aos portos iranianos. A agência Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, confirmou a medida.
Justificativas e impacto
O Irã justificou o fechamento do estreito como parte de sua estratégia de controle até o fim da guerra, incluindo a cobrança de "custos de segurança" para a passagem de navios. A medida ocorre em meio a tensões crescentes no Oriente Médio e pode afetar o tráfego de embarcações comerciais na região, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.